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A 1 Usina de etanol de milho em TO receberá R$ 1,1 bi e começa a ser construída em 2024

FONTE: Revista OE

Com a previsão de demandar cerca de 500 mil toneladas de milho por ano, para produzir 220 milhões de litros de etanol e 152 mil toneladas de DDG (subproduto do processamento do milho) anuais, a primeira usina de etanol de milho do Estado de Tocantins começará sua construção no segundo semestre de 2024. Com o nome de Tocantins Bioenergia, o empreendimento receberá o investimento da multinacional Czarnikow, Agrojem e ACP, que, juntas, irão aplicar inicialmente o valor estimado em R$ 1,1 bilhão.

A usina, que será construída em Miranorte-TO, deve iniciar suas operações na segunda metade de 2026. Além do etanol de milho e o DDG, também haverá produção de 10 mil toneladas de óleo vegetal, geração de energia de 74 GWh e emissão de créditos de descarbonização. A notícia foi divulgada no jornal Valor Econômico nesta terça-feira, dia 07.

Para a Czarnikow, que deve ter participação de 15%, é a primeira vez que entra como sócia de um ativo no Brasil. Até então, a empresa britânica só atuava como comercializadora. Já a Agrojem deve ter participação de 50% e a ACP o restante.

“Em 2020, quando vendi as operações de fertilizantes para a EuroChem, comecei a trabalhar neste novo projeto. Já existe indústria de etanol de milho no Centro-Oeste, principalmente em Mato Grosso, e vimos que o Tocantins já estava desenvolvido para isso, mas todo o milho hoje vai para a exportação”, explicou José Eduardo Motta, fundador e CEO da Agrojem. “Já temos 120 mil cabeças de gado na operação de confinamento, toda em Tocantins. Plantamos 38 mil hectares de grãos, sendo 10 mil de milho. Na maturidade do projeto da usina, cerca de 70% do milho serão fornecidos por nós e 30% serão comprados de produtores da região”, prevê Motta.

No caso do DDG, a previsão é que 50% da produção proveniente da Tocantins Bioenergia seja destinada para a ração do gado da Agrojem, e os 50% restantes vendidos a pecuaristas locais. “Um ponto importante dessa indústria é ter o etanol e DDG mais baratos daquela região, e substituir os produtos que vêm de fora do Estado. O excedente a gente pode exportar, seja para fora do Brasil ou para outros Estados”, afirmou.

A segunda fase do negócio prevê que a demanda por milho deve dobrar, alcançando 1 milhão de toneladas, que permitiriam a fabricação de 440 milhões de litros do biocombustível. A meta é chegar a esse nível até 2035.

Atualmente, o Brasil tem 21 usinas de etanol de milho, localizadas em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Alagoas, São Paulo e Paraná. Segundo a Unem, associação do setor, outras nove unidades têm projetos programados.